Avandia & Diabetes.

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Estudo associa remédio para diabetes a ataque cardíaco:

AE-DOW JONES - Agencia Estado - sábado, 20 de fevereiro de 2010, 19:43 | Online.

WASHINGTON - Estudos confidenciais realizados por funcionários da Agência de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos (DEA, pelas iniciais em inglês) recomendam que o Avandia, polêmico medicamento de combate à diabetes fabricado pela farmacêutica GlaxoSmithKline, seja retirado do mercado por estar vinculado a ataques cardíacos. Os estudos, divulgados neste sábado como parte de um relatório sobre o Avandia elaborado por integrantes da Comissão de Finanças do Senado dos EUA, também consideram "antiético e explorador" qualquer teste no qual o Avandia seja usado ao lado do medicamento Actos, da concorrente Takeda Pharmaceutical. A GlaxoSmithKline vem realizando um estudo no qual os pacientes recebem Avandia, Actos ou outros remédios contra a diabetes. A companhia afirma ter testado o Avandia em mais de 52.000 pacientes sem ter encontrado nenhuma "relação estatisticamente significante" entre o uso do Avandia e ataques cardíacos.  
   
O outro lado da noticia:



GSK nega que remédio contra diabetes cause problemas cardíacos.

20/02 - 21h02min - EFE
Washington, 20 fev (EFE).- A GlaxoSmithKline (GSK) desmentiu hoje uma notícia do jornal "The New York Times" segundo a qual o medicamento Avandia, fabricado pela companhia e usado no tratamento contra o diabetes, tinha provocado centenas de ataques cardíacos. Em comunicado, a GSK disse que "rejeita as conclusões sobre a segurança do Avandia" contidas no diário nova-iorquino. O "Times" publicou na sexta-feira que o remédio provocou centenas de ataques cardíacos com base em relatórios de pesquisadores da FDA, a agência americana responsável por alimentos e medicamentos. Nos relatórios, os cientistas David Graham e Kate Gelperin recomendam a retirada do Avandia do mercado. Segundo a GSK, os testes científicos "simplesmente não estabelecem que Avandia aumente o risco cardiovascular isquêmico ou causa isquemia miocárdica". A companhia lembra que, em 2007, a FDA avaliou todas as experiências disponíveis sobre o remédio, incluindo a afirmação de Graham de que o Avandia produzia elevados riscos de um ataque cardíaco e as exigências de sua retirada do mercado. "Baseado nos testes científicos e em uma recomendação de um comitê assessor independente de especialistas reunidos pela FDA, a agência determinou que o Avandia poderia permanecer no mercado para o tratamento de pacientes com diabetes tipo 2", destaca a empresa. Desde então, o remédio foi submetido ao acaso a sete testes clínicos e nenhuma deles demonstrou uma associação estatisticamente importante entre o Avandia e casos cardiovasculares isquêmicos ou infartos, assegura a GSK. Uma pesquisa independente, a mais ampla e integral prova clínica feita deste medicamento até o momento, segundo a companhia, também não encontrou uma ligação do Avandia com ataques cardíacos. A própria multinacional diz ter realizado "o maior programa de análise científica para um remédio oral contra o diabetes", no qual fez testes com 52 mil pacientes. No entanto, o “Time” afirma que o Avandia, conhecido como rosiglitazona, está ligado à morte de 304 pessoas durante o último trimestre de 2009. O jornal diz que, segundo os relatórios, se cada diabético tivesse consumido um medicamento similar chamado Actos, quase 500 ataques cardíacos teriam sido evitados. Os relatórios são o ponto alto de um debate de anos sobre os verdadeiros efeitos do remédio. Uma investigação do Senado americano diz que a GSK deveria ter advertido os pacientes sobre os riscos potenciais do uso do Avandia. Em um memorando interno, a médica Janet Woodcock, diretora do centro de medicamentos da FDA, aponta que "existem opiniões conflituosas" sobre o medicamento e ordenou a criação de uma comissão que deverá determinar se o Avandia poderá continuar sendo vendendo. Os resultados dessa investigação serão divulgados na segunda-feira, mas o jornal antecipou que a GSK deveria ter advertido há anos que o Avandia é potencialmente letal. EFE cae/bba



Uma opinião: Enfermo com diabete crônico pode ter como complicação da doença, um problema cardíaco.

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